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Nietzsche
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O ASSASSINO DE DEUS
Nascimento: 15 de Outubro de 1844
Morte: 25 de Agosto de 1900
Nacionalidade: Alemã
Ideias principais da sua filosofia: morte de Deus, vontade de poder, eterno retorno, Super-homem, perspectivismo, Apolínio e Dionisíaco.
Principais Obras: A Gaia Ciência (1882), Vontade de Poder (1885), Para Além do Bem e do Mal (1886), Genealogia da Moral (1887), O Anti-Cristo (1888), A Vontade de Poder (obra póstuma de 1901)
A existência de Deus, o início do Universo e da Humanidade, os valores morais que regem a vida humana e o sentido da existência são algumas questões eleitas para reflexão pelos filósofos de todos os tempos.
Nietzsche, influente filósofo alemão do século XIX elegeu a morte de Deus, o niilismo, o Super-homem, a vontade de poder e o eterno retorno como alguns dos temas de destaque da sua filosofia.
Conhecido como filósofo da morte de Deus, Nietzsche choca a tradição metafísica ocidental quando diz em Gaia Ciência: «para onde foi Deus? (…) é o que eu lhes vou dizer. Matámo-lo…vocês e eu! Somos nós todos os seus assassinos (…) Deus morreu! Deus continua morto! E fomos nós que o matámos.» e continua em Assim Falava Zaratustra «Tirai-nos este Deus! Mais vale não haver Deus, mais vale cada um fazer o seu próprio destino guiando-se pela sua cabeça, mais vale tornarmo-nos loucos, mais vale ser cada um de nós o seu próprio Deus.»
Mas será que Deus efectivamente morreu?
Será que a humanidade matou Deus ou este continua cada vez mais vivo na consciência dos homens como uma força viva e operante?
E se Deus morreu, será que a sua morte não trouxe consequências trágicas para a humanidade, como um vazio existencial e uma falta de sentido e orientação que norteavam as suas acções?
E se, de facto, Deus morreu e foram os homens os seus assassinos, será que cabe a estes últimos assumir a responsabilidade da possível crise de valores emergente na sociedade actual e criar novos pontos de referência que norteiem a conduta humana?
Não serão os homens obrigados a encontrar uma solução para esta fase de niilismo que eles próprios causaram? Não terão eles próprios que encontrar o sentido num mundo sem sentido?
Será que os homens conseguirão ultrapassar a fase de niilismo que eles próprios criaram?
Dois caminhos poderão ser trilhados: o homem poderá afundar-se nele mesmo como um mar de suicídio, ou construir a verdadeira paixão do conhecimento, que pela sublimação dos instintos, preconiza a criação da nova tábua de valores. Esta vai ser a tarefa do Super Homem – criar novos valores, uma moral nobre. O Super-homem é assim o culminar de toda a concepção antropológica nietzscheana, como tentativa de superação do niilismo.
«O Super-homem é o sentido da terra: que a nossa vontade diga: possa o Super-homem ser o sentido da terra! Conjuro-vos irmãos, permanecei fiéis à terra, não acrediteis naqueles que nos falam em esperanças supra-terrestres! Estes são envenenadores, quer eles o saibam ou não.»
Amélia Flor |








