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A casa de Kant, com vista para o castelo de Königsberg.
Túmulo de Kant, catedral de Kaliningrado.
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Kant é um filósofo que dispensa apresentações. Mas poucos de nós conhecem Königsberg, a cidade onde ele sempre viveu. Königsberg é hoje uma cidade russa e chama-se Kaliningrado. Para quem, como eu, viveu alguns anos em Kaliningrado, dificilmente pode deixar de sentir uma grande curiosidade sobre como era a “minha cidade” no tempo de Kant.
Desde sempre Königsberg representou um atractivo para muitos povos. Noventa por cento do âmbar mundial encontra-se nestes territórios. Vários metais são obtidos aqui e este lugar também possui uma saída para o mar Báltico, que ainda agora é muito importante para a cidade. Fundada em 1255 pelos Cavaleiros Teutónicos sob o nome de Königsberg (montanha do rei), fez parte da Polónia de 1466 até 1656. Foi a capital da Prússia, e depois fez parte do Império Alemão a partir de 1871.
Mas voltando a Kant, foi um respeitado e destacado professor na universidade de Königsberg, durante quase toda a sua vida. Após a sua morte, como um magnífico professor e um importante filósofo, foi enterrado na Catedral, perto da Universidade, onde se encontrava uma pequena igreja de um lado e a Biblioteca Real do outro.
Depois da Segunda Guerra Mundial na Conferência de Potsdam foi decidido que Königsberg passaria a pertencer à União Soviética. A população alemã foi evacuada para a Alemanha. A cidade encontrava-se em ruínas, após múltiplos bombardeamentos por parte de americanos e ingleses. Por motivos políticos, a maior parte das construções alemãs, principalmente as igrejas, foram destruídas pelos sovietes. Mas a Catedral, que continua a albergar o túmulo de Kant, foi reconstruída. É curioso, pois isso mostra que até os governadores da União Soviética tiveram respeito por este filósofo.
Actualmente Kaliningrado tem poucas semelhanças com aquela cidade que Kant conhecia. A maior parte da população de Kaliningrado sabe que Kant foi um importante filósofo e sabe onde é que ele está enterrado: um lugar situado no centro da cidade, onde ocorrem muitas celebrações de datas importantes. Mesmo assim, poucos leram algum livro dele ou simplesmente sabem o que ele defendia. Isso acontece principalmente entre a população mais jovem. Muitos tentam impedir isso. Em 2005 a Universidade de Kaliningrado passou a chamar-se a Universidade Immanuel Kant e no mesmo ano foi aberto o museu deste grande filósofo, entre outras iniciativas ligadas à memória do filósofo. E cada vez mais turistas vêm visitar este lugar.
Eu acho que Königsberg passou das mãos trabalhadoras, para outras que não conseguem aproveitar bem a riqueza histórica e material deste lugar.
Cada espaço era aproveitado pelos habitantes de Königsberg. Até a água conseguiam aproveitar de forma original, construindo prédios perto das margens, mas também utilizando-a como via de transporte dentro da cidade. Cada edifício era mais bonito do que o outro. Os parques tinham grandes áreas, e eu acho que ninguém tinha medo de passear, mesmo à noite. Enquanto agora até de dia é pouco aconselhável andar por algumas zonas verdes. Muitas delas estão cheias do lixo e de pessoas alcoólicas. Claro que agora em Kaliningrado não vivem só bêbedos; a maior parte da população é positiva. Mas as pessoas preocupam-se mais com as suas casas, trabalho, dinheiro etc. Resumindo, cada vez mais ignoram tudo o que está fora da sua esfera estritamente pessoal. Neste momento a situação está a melhorar e espero que continue.
Mas eu sei que Kaliningrado não voltará a ser a Königsberg de ruas escondidas e casas que pereciam pequenos castelos tirados dos sonhos, nem voltaremos encontrar lá tão cedo um intelecto tão brilhante como o de Kant.
Ekaterina Kucheruk, 10ºB (2008) |
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A catedral nos tempos actuais.
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As portas da cidade de Königsberg.
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As portas da cidade nos nossos dias.
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A Universidade Immanuel Kant da Russia.
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Estátua de Immanuel Kant. |
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